Posse da nova Diretoria da Assespro Nacional
Devo confessar que superou as minhas expectativas. Se bem que isso não conta e tem de se dar um certo desconto, porque estou ficando velho e rabugento. Mas o evento realizado ontem na sede da Politec teve alguns momentos bastante interessantes que eu destaco:
1- O anfitrião, Hélio Oliveira, relembrou seus tempos de fundação da regional Brasília, embora hoje sua empresa esteja muito mais para Brasscom do que Assespro.
2 - Ao que sai: Ricardo Kurtz deixa a presidência com um legado importante, entre as várias atividades que empreendeu. Tornou a Diretoria Nacional da Assespro um colegiado, formado pelo presidente e vices, com funções distintas, o que torna o discurso da entidade mais plural.
3 - Ao que entra: Rubén Delgado, o novo presidente fez um discurso político e voltado para o setor: Estendeu a mão para as demais entidades pedindo unificação no discurso, para que a luta sindical ganhe um foco maior diante de interlocutores como Governo e Legislativo. Deixou claro que presidirá a entidade com seus demais colegas presidentes regionais. Em resumo, mostrou disposição para dar ao setor um foco, um rumo coerente naquilo que é pleito comum de todas as demais representações empresariais. Que no final acabam “batendo cabeça” quando agem sozinhas.
4 - Augusto Gadelha (Sepin) está mais falante, e chegou a roubar o “tempo de discurso” dos deputados presentes. Mas fez algumas considerações relevantes na direção da qualificação das empresas etc.
5 - Deputado Walter Pinheiro (PT-BA) fez um discurso do tipo despedida. Deve seguir realmente para uma Secretaria de Estado no Governo da Bahia.
6 - Júlio Semeghini (PSDB-SP) tem um dia duro hoje. Ele deve definir junto ao tucanato, se ocupa ou não a vaga liberada pelo PT na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Pode ser a segunda baixa importante para o setor se ele não conseguir a vaga na comissão. A culpa será do deputado e líder da bancada, José Aníbal (SP), seja por retaliação ao colega (por Semeghini ter defendido a não reeleição na liderança do PSDB) ou ciumeira (por Semeghini hoje ter o prestígio que tem, até mesmo no PT).
7 - Luiz Mário Luchetta o vice-presidente de Articulação Política da Assespro Nacional já entrou batendo numa tecla importante e que deverá tornar-se bandeira de luta este ano de todas as entidades: Menos governo no governo. Trata-se da presença de estatais de processamento de dados em áreas governamentais, onde a iniciativa privada deveria estar prestando serviços. Só que essas empresas federais subcontratam “parceiras” privadas - com o seu poder discricionário - para executar o serviço, o que promove uma concorrência desleal e predatória no mercado.
*Tenho muito mais para informar. Estou terminando de limpar as bobagens que cometi ao gravar os vídeos e mais tarde apresento uma cobertura “completa” do tema.